Catching the mood

Bra­zil is per­haps not the first co­unt­ry which co­mes to mind for ab­sint­he pro­duc­ti­on, its ima­ge be­ing pri­mar­ly of a Euro­pe­an drink. Ho­wever, sin­ce August 2000, Uni­land of São Pa­ulo, ow­ner of the suc­cess­ful Ca­chaça Co­ral brand, has be­en pro­ducing Ab­sinto Ca­mar­go, pri­mari­ly for the ho­me mar­ket but now eyeing ex­port to ot­her So­uth Ame­rican mar­kets and Aust­ra­lia.

Ma­rio Re­uter Ca­mar­go, who co-cre­ated the brand with Ita­li­an dis­tiller Re­mo Lo­viso­lo – for­merly dis­tiller for Co­int­re­au, Lu­xar­do Ma­rasc­hi­no, Stre­ga and Mar­ti­ni exp­la­ined the his­to­ry be­hind Ca­mar­go’s la­unch: “In 1995 I vi­sited th SI­AL show in Pa­ris and con­ti­nu­ed a ho­liday trip which inc­lu­ded Pra­gue, whe­re I met ab­sint­he. It was an in­te­res­ting drink, but at that ti­me we we­re de­velo­ping ot­her pro­ducts such as Ca­chaça Co­ral and ex­ports of ot­her Bra­zili­an fo­ods­tuffs.

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Absinto: agora fabricado no Brasil

A Uni­land Ex­port te­ve auto­rização do Mi­nistério da Ag­ri­cul­tu­ra e Abas­te­cimen­to pa­ra fab­ri­car a be­bida com te­or al­coóli­co de 54%

O ab­sinto po­lemi­ca be­bida que che­gou a ser pro­ibi­da no Bra­sil du­ran­te déca­das por ca­usa do al­to te­or al­coóli­co e de sus­pe­itas de que se­ria um alu­cinóge­no, vai ser fab­ri­cado no país. A pri­me­ira emp­re­sa que con­se­gu­iu a auto­rização do Mi­nistério da Ag­ri­cul­tu­ra e Abas­te­cimen­to pa­ra co­locar a be­bida no mer­ca­do é a Uni­land Ex­port. O no­me do pro­duto será Ab­sinto Ca­mar­go.

A emp­re­sa vin­ha ten­tando con­se­gu­ir o aval do Mi­nistério há pe­lo me­nos se­is me­ses, mas o ace­no fa­vorável à fab­ri­cação foi da­do na qu­in­ta-fe­ira. Se­gun­do Ma­rio Re­uter Ca­mar­go, di­retor da Uni­land, a par­tir da se­gun­da se­mana de ja­ne­iro os con­su­mido­res po­derão ter a be­bida nas pra­tele­iras dos cent­ros de comp­ras e nos prin­ci­pa­is ba­res de to­do o País.

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Absinto caipirinha

UM BRIN­DE À LA VAN GOGH

O Bra­sil po­de não ter pro­duzi­do um Van Gogh, um Pi­cas­so, um Ver­la­ine ou um Os­car Wil­de. Mas uma das mu­sas ins­pi­rado­ras des­ses ar­tistas já está sen­do fe­ita aqui. É o ab­sinto, uma be­bida que se tor­nou clássi­ca no início do sécu­lo 19. De­po­is de 65 anos pro­ibi­do no país – por ca­usa de seu te­or al­coóli­co, que che­gava a 85% -, o ab­sinto te­ve a pro­dução li­bera­da no fim do ano pas­sa­do pe­lo Mi­nistério da Ag­ri­cul­tu­ra.
Qu­an­do a de­cisão sa­iu, o emp­resário Ma­rio Re­uter Ca­mar­go, do­no da Uni­land Ex­port, já es­ta­va com a mão no alam­bi­que.

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Absinto anima vida noturna na Vila Madalena

Drin­qu­es já estão no cardápio da ma­ioria dos ba­res do ba­ir­ro e di­vide cli­en­tes

Os boêmi­os estão ex­pe­rimen­tando o gos­to da vi­da que foi sen­ti­do por re­noma­dos pin­to­res e con­sagra­dos po­etas no fi­nal do sécu­lo 19. Não é li­teral­mente o mes­mo sa­bor, po­is a no­va ma­nia foi adap­ta­da ao pa­ladar e a le­gis­lação bra­sile­ira.

A be­bida que em­ba­lou sa­rau de in­te­lec­tu­ais, ani­ma ho­je freqüen­ta­dores dos ba­res da re­gião. Um dos drin­qu­es ma­is pe­dido traz na for­mu­la o polêmi­co ab­sinto, pro­duzi­do por uma emp­re­sa fab­ri­can­te de be­bidas, com esc­ritório no ba­ir­ro.

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Absinto Made in Brazil

Ele nas­ceu co­mo remédio pa­ra o es­to­mago e só de­po­is se tor­nou uma be­bida, um tan­to qu­an­to mis­te­ri­osa, mu­ito ap­re­ci­ada por ar­tistas in­te­lec­tu­ais do fi­nal do sécu­lo 19, início do sécu­lo 20. Gêni­os co­mo Pi­cas­so, Van Gogh, Os­car Wild e Er­nest He­ming­way, ent­re out­ros, não dis­pensa­vam uma taça do es­verde­ado ab­sinto du­ran­te as efer­vescen­tes no­ites pa­risi­en­ses.

Fe­ito à ba­se da plan­ta Ar­temísia ab­sint­hi­um e com al­to te­or al­coóli­co, be­iran­do os 80%, o ab­sinto está pro­ibi­do há qua­se cem anos na ma­ior par­te do mun­do. “O ab­sinto é ape­nas li­bera­do na Repúbli­ca Tche­ca, Bulgária, Por­tu­gal, Es­panha, Japão e Bra­sil. Na Ing­la­ter­ra ele po­de ser co­mer­ci­ali­zado, mas não fab­ri­cado”, exp­li­ca Ma­rio Re­uter, di­retor da Uni­land, que fab­ri­ca o ab­sinto Ca­mar­go, Ma­de in Bra­zil.

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Fada verde-amarela

Indústria de São Ro­que co­loca o Bra­sil no clu­be de pro­duto­res de ab­sinto

Con­he­cido co­mo fa­da ver­de, o ab­sinto vol­tou a en­cantar os bra­sile­iros ap­re­ci­ado­res de drin­qu­es for­tes as­sim que re­começaram su­as ven­das no país, em me­ados do ano pas­sa­do, de­po­is de 65 anos de pro­ibição.

A pre­sença ent­re os lo­tes im­porta­dos com exemp­la­res de até 80% de te­or al­coóli­co, con­tu­do, por po­uco não aze­dou a li­beração, sus­pensa em No­vemb­ro pe­lo Mi­nistério da Ag­ri­cul­tu­ra, que vol­tou atrás no mês se­gu­in­te. Ago­ra, além das mar­cas im­porta­das, o afi­ci­ona­do po­de de­gus­tar a versão na­ci­onal da be­bida, fe­ita a 46 ki­lomet­ros da ca­pital, em São Ro­que, que gan­hou fa­ma por se­us vin­hos.

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