Cer­ve­ja – uma be­bida que evo­lu­iu jun­to com a Ci­vili­zação

A história e as históri­as que ali­men­tam o mun­do das be­bidas e da gast­ro­nomia.

Das Ori­gens até a An­tigüida­de

O ho­mem ha­bita a Ter­ra há pe­lo me­nos 50 mil anos. Po­uco tem­po, se com­pa­rar­mos com out­ras espéci­es – al­guns répte­is e in­se­tos vi­vem no pla­neta há al­guns milhões de anos. Cer­ta­men­te era uma vi­da ma­is tran­qui­la, sem im­postos, sem big brot­her; sem jor­na­da trip­la de tra­bal­ho. A pre­ocu­pação do dia-a dia gi­rava em tor­no de co­mida – a qu­estão era con­se­gu­ir co­mida e, tão im­portan­te, qu­an­to, não ser trans­for­ma­do em co­mida por al­gum tig­re de den­tes de sab­re, por exemp­lo.

Mas um dia o ho­mem per­ce­beu que po­dia do­mes­ti­car de­ter­mi­nadas plan­tas, co­mo o tri­go e a ce­vada e ob­ter sup­ri­men­to cons­tan­te de ali­men­to a par­tir de­las. Es­sa des­co­ber­ta mu­dou a história do Ho­mo sa­pi­ens – eli­mina­da a in­certe­za da co­leta, o Ho­mo sa­pi­ens pôde aban­do­nar a vi­da nôma­de e se es­ta­bele­cer de for­ma fi­xa, for­mando um no­vo ti­po de so­ci­eda­de. Out­ra des­co­ber­ta, ain­da mel­hor: era possível trans­for­mar es­sas plan­tas e, as­sim, va­ri­ar um po­uco o cardápio. Foi qu­an­do, fi­nal­mente, fa­zen­do jus ao apa­rato in­te­lec­tu­al que re­cebeu da Mãe Na­ture­za, eis que o Ho­mem se dis­tancia dos out­ros ani­ma­is e cria sua gran­de in­venção – não, me­us ami­gos, es­queçam a ro­da; is­so é pa­ra os acadêmi­cos -, es­ta­mos fa­lan­do de cer­ve­ja!

Não se sa­be ao cer­to qu­an­do o pre­ci­oso líqui­do nas­ceu. Mas há pe­lo me­nos 5 mil anos a Hu­mani­dade desf­ru­ta do sa­udável hábi­to de to­mar uma cer­ve­jin­ha com os ami­gos – no Mu­seu do Lo­uv­re, em Pa­ris, está a Ped­ra Azul, da­tada de 6 mil anos an­tes de Cris­to, que contém re­ce­itas de fab­ri­cação de cer­ve­ja, esc­ri­tas pe­los suméri­os. Ao que tu­do in­di­ca, es­se po­vo me­sopotâmi­co já fab­ri­cava, ma­is de 20 ti­pos di­feren­tes de cer­ve­ja. Sem relógio de pon­to, sem ter que dar sa­tis­fações ao che­fe, es­ses ca­ras de­vi­am vi­ver bem. Já os tra­bal­ha­dores egípci­os, de­po­is de uma tar­de re­ceben­do chi­bata­das no lom­bo e em­purran­do ped­ras pa­ra le­van­tar as pirâmi­des (ma­is ou me­nos co­mo você no seu esc­ritório), re­cebi­am cer­ve­ja de se­us patrões, pa­ra fi­carem ma­is re­laxa­dos e te­rem um bom des­canso à no­ite. Bom, então fi­cam sen­do os egípci­os os in­vento­res do hap­py ho­ur. A An­ti­gu­ida­de foi a épo­ca da pri­me­ira gran­de ex­pansão da be­bida – a par­tir dos impéri­os gre­go e ro­mano, a cer­ve­ja che­gou a to­dos os can­tos da Euro­pa e de par­te do Ori­en­te, graças, prin­ci­pal­mente às ro­tas co­mer­ci­ais. Aliás, o no­me cer­ve­ja vem do gre­go, uma re­ferência aos ce­re­ais pre­sen­tes na fab­ri­cação; já os ter­mos biére, be­er, bir­ra e bi­er vêm do la­tim bi­ber.

A Ida­de Média

Com a que­da do Império Ro­mano e as in­vasões bárba­ras, as ro­tas co­mer­ci­ais se fe­charam e as so­ci­eda­des fo­ram se iso­lan­do em pe­qu­enos re­inos e fe­udos. O comércio pra­tica­men­te de­sapa­receu e a cul­tu­ra sob­re­viveu en­cerra­da em mos­te­iros – os re­ligi­osos eram pra­tica­men­te os úni­cos que sa­bi­am ler. Porém, ao contrário das out­ras ciênci­as, a técni­ca da cer­ve­ja per­ma­neceu bem vi­va e ati­va dent­ro dos mos­te­iros (eles não eram bo­bos). Os mos­te­iros de St Gal­len, St Em­me­ran e We­ihens­tep­han são os ma­is an­ti­gos a fab­ri­carem cer­ve­ja que se têm notícia (es­se últi­mo, nos­so con­corren­te e ain­da em fun­ci­ona­men­to, com cer­ca de mil anos!). Foi nes­se período que sur­gi­ram as cer­ve­jas de aba­dia (pro­duzi­das nas aba­di­as e mos­te­iros), ent­re elas as tra­pis­tas (ho­je ape­nas se­te, na Bélgi­ca e Ho­lan­da). Os sécu­los se­gu­in­tes, ao lon­go da Ida­de Média, fo­ram um período de in­tensa ex­pe­rimen­tação na bus­ca por no­vos sa­bores. Ima­gine a qu­an­ti­dade de for­mas de se fa­zer cer­ve­ja exis­ti­am. Co­mo nem semp­re qu­an­ti­dade sig­ni­fica qua­lida­de, mu­ito líqui­do sus­pe­ito de­via ser ven­di­do co­mo cer­ve­ja, pa­ra pre­juízo dos in­ca­utos.

Re­nas­ci­men­to – comércio e as gran­des na­vegações

O re­tor­no do comércio, que aju­dou a por fim à Ida­de Média, é al­go fun­da­men­tal pa­ra en­tender­mos a eta­pa pos­te­ri­or da história da ci­vili­zação e da cer­ve­ja. Os fe­udos fo­ram se ab­rindo e uma vi­da ma­is ur­ba­na foi se de­sen­volven­do à me­dida que as ci­dades cres­ci­am. A vi­agem pas­sou a ser al­go ca­da vez ma­is pre­sen­te na vi­da do euro­peu – pa­ra se ter uma idéia, na Ida­de Média era co­mum o al­deão pas­sar a vi­da to­da sem sa­ir de sua ter­ra, sem nun­ca ter ido a out­ro lu­gar. On­de há vi­ajan­tes, há es­ta­lagens. E on­de há es­ta­lagens, há ba­res; e, on­de há ba­res, cer­ta­men­te há di­versão e conf­ra­ter­ni­zação, tra­duzi­das em con­su­mo, ca­da vez ma­is cres­cente, de be­bidas em ge­ral, não ape­nas da cer­ve­ja. Nu­ma épo­ca sem tv, nem rádio, as úni­cas di­versões em gru­po so­ci­al­mente ace­itáve­is eram ir à ig­re­ja, ao bar ou à gu­er­ra.

Com o res­surgi­men­to de um mer­ca­do con­su­midor, ve­io a ne­ces­si­dade de pad­ro­nizar pro­dutos e reg­ras. Os alemães, ao que pa­rece, fo­ram os pri­me­iros a se pre­ocu­parem com o ex­cesso de li­ber­da­de por par­te de al­guns fab­ri­can­tes de cer­ve­ja. Por is­so, em 1516, os alemães, semp­re pre­ocu­pados em bo­tar a ca­sa em or­dem, edi­taram a Re­in­he­its­ge­bot, a fa­mosa Lei de Pu­reza, as­si­nada pe­lo Du­que Gu­il­herme IV da Ba­vi­era. Váli­da até ho­je na Ale­man­ha, ela de­ter­mi­nou que os ing­re­di­en­tes per­mi­tidos na fab­ri­cação da cer­ve­ja se­ri­am ape­nas água, mal­te e lúpu­lo – pos­te­ri­or­mente es­sa lei foi al­te­rada pa­ra per­mi­tir a adição de fer­mento. O gan­ho foi a cris­ta­lização (não con­fundir com uni­for­mi­zação) do con­ce­ito do que de­va ser uma cer­ve­ja, al­go fun­da­men­tal tan­to pa­ra qu­em comp­ra o pro­duto, qu­an­to pa­ra qu­em ven­de. Afi­nal, é fun­da­men­tal ter padrões pa­ra o con­su­midor.

Graças ao comércio, sur­giu uma no­va clas­se so­ci­al, a bur­gu­esia mer­cantil. Na­qu­ela épo­ca, não exis­ti­am ain­da os países, mas uni­dades me­nores, uni­das por sen­ti­men­tos de na­ci­ona­lida­de e língua – os re­inos, du­cados, prin­ci­pados, etc. Ima­gine o sof­ri­men­to de um co­mer­ci­an­te, que tin­ha que se adap­tar às inúme­ras reg­ras im­postas por ca­da du­que, ar­qui­duque, con­de e vis­conde de ca­da re­inin­ho euro­peu. Co­mo ven­der pro­dutos se em ca­da lu­gar as le­is são di­feren­tes? (ima­gine a le­gis­lação fis­cal bra­sile­ira. Ok, ago­ra ima­gine is­so esc­ri­to em tche­co e de trás pra fren­te. Sa­cou a di­ficul­da­de?) Por is­so, de­ram to­do o seu apo­io aos mo­nar­cas pa­ra que o po­der políti­co fos­se cent­ra­liza­do na mão dos re­is. Com a cent­ra­lização políti­ca, vi­ria a uni­ficação das reg­ras – fis­ca­is, de pe­so, de me­didas, mo­netári­as, etc – o que fa­cili­tou tre­men­da­men­te o comércio.

Uma mão la­va a out­ra (is­so já na­qu­ela épo­ca) e os re­is, ago­ra do­nos do din­he­iro via im­postos, fi­nan­ci­aram a bur­gu­esia mer­cantil no seu ma­is no­vo emp­re­en­di­men­to – o es­ta­bele­cimen­to de vi­as maríti­mas de comércio com o Ori­en­te, um emp­re­en­di­men­to ca­ro e ar­risca­do de­ma­is pa­ra ser ban­ca­do ape­nas por par­ti­cula­res. Era pre­ciso a ri­qu­eza de um Es­ta­do pa­ra fi­nan­ci­ar esas ex­pe­dições: não foi à toa que as pri­me­iras nações a emp­re­en­de­rem es­sas vi­agens fo­ram também as pri­me­iras a te­rem su­ces­so na cent­ra­lização do po­der em tor­no do rei – Por­tu­gal e Es­panha. Sécu­los ma­is tar­de, a elas se jun­ta­ri­am Ing­la­ter­ra, França (es­sas no sécu­lo XVII e XVI­II), Bélgi­ca, Ho­lan­da, Ale­man­ha e Itália (já no sécu­lo XIX). Co­mo nem só de exp­lo­ração de ri­qu­ezas e comércio vi­ve um império, es­ses países le­varam também su­as cer­ve­jas a bor­do de se­us na­vi­os a to­dos os con­fins do mun­do por on­de pas­sa­ram. E a cul­tu­ra cer­ve­je­ira aca­bou por fin­car su­as raízes nes­ses lu­gares, então re­motos – Japão, An­go­la, Bra­sil, Colômbia, Es­ta­dos Uni­dos, Ca­nadá – ca­da um de­les de­sen­volveu, com o pas­sar do tem­po, sua própria ma­ne­ira de pro­duzir cer­ve­ja, seu pa­ladar lo­cal.

 Da indústria de fab­ri­cação em mas­sa aos di­as atu­ais

O mo­men­to se­gu­in­te na nos­sa história ve­io com a Re­volução In­dust­ri­al, ma­is pre­cisa­men­te com a ter­ce­ira fa­se de­la, as­so­ci­ada ao for­dismo – pro­dução em lar­ga es­ca­la, pad­ro­niza­da pa­ra aten­der mer­ca­dos con­su­mido­res ca­da vez ma­is ri­cos e ma­iores. O avanço das ciênci­as na área da Bi­olo­gia (com Pas­te­ur) e da Físi­ca Ter­mo­dinâmi­ca (com Kel­vin e Car­not) ao lon­go do sécu­lo XIX, ab­riu ca­min­ho pa­ra o comp­le­to cont­ro­le e pad­ro­nização, cru­ci­ais pa­ra uma pro­dução de cer­ve­ja em lar­ga es­ca­la. O domínio do pro­ces­so de fer­mentação e o de­sen­volvi­men­to da ref­ri­geração per­mi­tiram o pas­so fi­nal das cer­ve­jari­as em di­reção a uma pro­dução de cer­ve­jas em lar­ga es­ca­la. Uma boa cer­ve­ja pas­sou a ser o re­sul­ta­do de um pro­ces­so ci­eti­fica­men­te cont­ro­lado e não ma­is al­go su­je­ito ao cap­ri­cho dos de­uses. Al­gu­mas ent­re as tra­dici­onais cer­ve­jari­as ab­raçaram o pro­ces­so in­dust­ri­al de lar­ga es­ca­la e tor­nam-se as gran­des cer­ve­jari­as no sécu­lo XX (Carl­sberg, Gu­in­ness, Brah­ma, etc), emb­riões dos gi­gan­tes do se­tor da atu­ali­dade. Os sécu­los XIX e XX fo­ram também o período em que sur­gi­ram os pri­me­iros me­ios de co­muni­cação de mas­sa – o jor­nal, o ci­nema e, pos­te­ri­or­mente, o rádio e a te­levisão. E, na­tural­mente, a indústria cer­ve­je­ira ap­ro­ve­itou-se des­ses me­ios pa­ra di­vul­ga­rem não ape­nas se­us pro­dutos, mas os va­lores por trás de ca­da mar­ca. O mar­ke­ting e su­as est­ratégi­as fo­ram ra­pida­men­te ab­sorvi­dos por es­sa indústria e as fi­zeram cres­cer e atin­gir milhões em fa­tura­men­to e luc­ros.

E ho­je? O gran­de fenôme­no do pre­sen­te, a glo­bali­zação, pas­sa também pe­las cer­ve­jas. Nun­ca co­mo an­tes os mer­ca­dos es­ti­veram tão aber­tos; nun­ca a co­muni­caçào foi tão amp­la e ins­tantânea. Cul­tu­ras que an­tes se en­cont­ra­vam iso­ladas e dis­tantes, ago­ra fa­zem par­te de uma imen­sa co­muni­dade glo­bal. O in­tercâmbio tor­nou-se uma ca­rac­terísti­ca mar­cante des­se no­vo milênio, da mes­ma ma­ne­ira que o re­apa­reci­men­to sen­ti­men­tos de re­afir­mação de iden­ti­dade na­ci­onal – con­he­cer a cul­tu­ra do out­ro é im­portan­te; mas re­afir­mar a própria cul­tu­ra tor­na-se ain­da ma­is im­portan­te.

Ab­riu-se um mer­ca­do de pro­porções glo­ba­is pa­ra cer­ve­jas de ba­ixo preço, per­fe­ito pa­ra os gi­gan­tescos cong­lo­mera­dos do se­tor – An­he­user-Busch, In­bev, Fem­sa, etc –, os úni­cos ca­pazes de ter es­ca­la pa­ra ofe­recer pro­dutos de boa qua­lida­de a ba­ixo preço. Os pes­si­mis­tas ima­gina­ram que se­ria o fim da cul­tu­ra plu­ral cer­ve­je­ira, mar­ca­da pe­las pe­qu­enas cer­ve­jari­as e pro­duto­res ar­te­sana­is, que ge­ração após ge­ração, fab­ri­cavam pro­dutos úni­cos no mer­ca­do. Ini­ci­al­mente apon­ta­va-se pa­ra um mun­do me­nos plu­ral e ma­is pad­ro­niza­do. Me­nos in­te­res­sante.

Es­ta­vam en­ga­nados. A glo­bali­zação ge­rou a opor­tu­nida­de úni­ca de ex­pe­rimen­tar sa­bores no­vos, que an­tes se en­cont­ra­vam rest­ri­tos a po­ucas lo­cali­dades. Es­se fenôme­no, ca­rac­terísti­co das cer­ve­jas es­pe­ci­ais, tro­uxe uma no­va dinâmi­ca pa­ra o mer­ca­do, pa­ra pro­duto­res e con­su­mido­res. Ho­je um pro­dutor aust­ra­li­ano po­de ven­der sua cer­ve­ja ar­te­sanal em qu­al­qu­er par­te do mun­do; um sul-ame­rica­no apa­ixo­nado por cer­ve­ja po­de ter aces­so aos ma­is exc­lu­sivos sa­bores da Bélgi­ca, da Ale­man­ha e de on­de ma­is ho­uver uma cer­ve­ja pro­duzi­da com pa­ixão.

Ao mes­mo tem­po, con­su­mir pro­dutos de ca­rac­terísti­ca lo­cal tor­nou-se uma for­ma do ci­dadão re­afir­mar a força de sua própria cul­tu­ra e de­fen­der os traços na­ci­onais que o tor­nam di­feren­te em re­lação aos out­ros po­vos – em out­ras pa­lav­ras, re­forçar sua própria iden­ti­dade, que é a do país em que nas­ceu. Com a cer­ve­ja, is­so não é di­feren­te. A Bel­gi­ca or­gulha-se de su­as in­fi­nitas mar­cas de cer­ve­ja, o alemão da pu­reza de se­us ing­re­di­en­tes, o francês das su­as cer­ve­jas de gu­ar­da e por aí vai. O gran­de mer­ca­do glo­bal, que a pri­ori pa­recia tor­nar-se al­go mas­si­fica­do, ao contrário, vem se most­ran­do ca­da vez ma­is seg­menta­do e di­ver­si­fica­do. Há es­paço pa­ra to­dos - atu­al­mente, as mic­ro­cer­ve­jari­as con­tam-se aos mil­ha­res e con­ti­nu­am cres­cendo, em to­do o mun­do, ven­dendo cer­ve­jas de altíssi­mo va­lor ag­re­gado, comp­le­xas e ra­ras co­mo os mel­ho­res vin­hos. As pos­si­bili­dades, pa­ra pro­duto­res e con­su­mido­res, vem se tor­nando qua­se in­fi­nitas.

E o fu­turo?

Até aqui vi­mos que a cer­ve­ja acom­panhou a evo­lução do je­ito de vi­ver de ca­da so­ci­eda­de. Por cer­to con­ti­nu­are­mos mu­dan­do at­ravés do tem­po, se­ja em nos­sa or­ga­nização so­ci­al, se­ja no je­ito de ves­tir, se­ja no com­porta­men­to. Não ima­gino o que es­te­ja por vir. Mas cer­ta­men­te , qu­an­do o fu­turo che­gar, será dis­cu­tido num bar, acom­panha­do de uma ge­ladíssi­ma cer­ve­ja, tal­vez aju­dan­do a ame­nizar o ca­lor do efe­ito es­tu­fa....